Nosso Papa


"Habemus Papam", a fala tão esperada no início da última semana e escutada na quarta-feira, 13 de março.
 O escolhido foi o argentino Jorge Mario Bergoglio, de 76 anos, agora Papa Francisco, nasceu em Buenos Aires em 17 de dezembro de 1936. Arcebispo de Buenos Aires e primado da Argentina, ele é um homem tímido e de poucas palavras, mas com grande prestígio entre seus seguidores, que apreciam sua total disponibilidade e seu estilo de vida sem ostentação. É reconhecido por seus dotes intelectuais e considerado dialogante e moderado, amante do tango e do time de futebol San Lorenzo.
Antes de seguir carreira religiosa, Bergoglio formou-se técnico químico. Escolheu depois o sacerdócio, quase uma década após perder um pulmão por uma doença respiratória e de deixar seus estudos de química, ingressando em um seminário no bairro de Villa Devoto. Em março de 1958, entrou no noviciado da Companhia de Jesus, congregação religiosa dos jesuítas, fundada no século XVI.
Já no primeiro dia do pontificado de Francisco foi cheio de gestos simbólicos, dedicados a ressaltar simplicidade, desapego ao luxo e à pompa. O novo pontífice recusou regalias reservadas aos papas e, em sua primeira missa, foi direto com os cardeais: a vida deles tem de ser irretocável.
Nas primeiras horas do papado, demonstrou austeridade, do crucifixo de latão no peito à recusa do carro oficial do Vaticano, para levá-lo à basílica romana de Santa Maria Maior.
O Papa voltou ao hotel onde se hospedava, para acertar as contas que deixou como cardeal.

Na sua primeira missa depois de eleito, não usou paramentos especiais, mas as mesmas roupas dos cardeais. Não se sentou no trono para a homilia, preferiu um recado direto e curto, características da sua personalidade. Disse que a Igreja Católica deveria se concentrar em Jesus, senão correria o risco de se transformar em uma ONG piedosa.
O arcebispo de Bordeaux, Jean-Pierre Ricard, revelou que, em vez de pegar o elevador sozinho, o Papa preferiu ir com os outros cardeais e recusou viajar na limusine do papa até a residência de Santa Marta, onde os cardeais estavam hospedados, para ir de ônibus com os outros cardeais.
Bergoglio foi eleito com mais votos do que os necessários, afirmou o cardeal Odilo Scherer, arcebispo de São Paulo. Ganhou a confiança de grande parte do colégio de eleitores.
Dom Odilo Scherer, que era considerado um dos favoritos, comentou sobre as cotações indicadas pela imprensa, e os critérios usados para elas. “Cotações, prévias, foram todas para o espaço, não é verdade? Mas, afinal, com que critérios foram feitos os cálculos, as cotações? Critérios naturalmente humanos. Porém, há que se aprender uma coisa: a Igreja não é só feita de cálculos humanos”, disse.

No encontro com os profissionais de imprensa neste sábado, 16 de março, Papa Francisco disse que, no Conclave, logo após sua eleição, ouviu de dom Claudio Hummes: "não se esqueça dos pobres". O comentário do arcebispo emérito de São Paulo, seu grande amigo, o ajudou a escolher o nome de Francisco.
Papa Francisco foi ovacionado pelo público. Sentou-se em sua cadeira no centro do palco e ouviu a saudação do Presidente do Pontifício Conselho das Comunicações Sociais, o Arcebispo Claudio Maria Celli.
Em seguida, leu um breve discurso, agradecendo todos pelo precioso serviço realizado nos dias passados, na cobertura do Conclave e em sua eleição.
Vocês trabalharam!” – exclamou, recebendo um imediato aplauso. Disse ainda que a Igreja e a mídia estão juntas para comunicar a verdade, a bondade e a beleza: “Todos nós somos chamados a comunicar esta tríade, essencial”.
Papa Francisco quis explicar porque “o Bispo de Roma quis se chamar Francisco”. E contou, de modo informal, que a seu lado, no Conclave, estava sentado o arcebispo emérito de São Paulo, Cardeal Cláudio Hummes, “um grande amigo, grande amigo”.
Quando a coisa ficou “mais perigosa” – prosseguiu – ele me confortava, e quando os votos chegaram a dois terços, momento em que há o aplauso habitual porque o Papa é eleito – ele me abraçou, me beijou e disse “não se esqueça dos pobres”.
Aquela palavra entrou aqui – disse, indicando a cabeça – ‘os pobres, os pobres’. Aí, pensei em Francisco de Assis e depois, nas guerras. E Francisco é o homem da paz, o homem que ama e tutela a Criação... neste momento em que nosso relacionamento com o meio-ambiente não é tão bom, né?”.
Francisco é o homem que nos dá este espírito de paz, o homem pobre... “Ai, como gostaria de uma Igreja pobre e pelos pobres!”.
Depois de saudar pessoalmente alguns jornalistas, o Papa Francisco concluiu, em espanhol:
Disse que lhes daria a minha benção de coração. Muitos de vocês não pertencem à Igreja Católica, outros não crêem. Concedo minha benção, de coração, no silêncio, a cada um de vocês, respeitando a consciência de todos, mas sabendo que cada um de vocês é filho de Deus. Que Deus os abençoe”.
 
Fonte: 
CNBB
G1
Share on Google Plus

Sobre os comentários no site da Federação Mariana

Caso deseje comentar, utilize a caixa de comentários do Facebook, logo abaixo. Não serão permitidos comentários ofensivos ou contrários à fé católica. Salve Maria!
    Blogger Comment
    Facebook Comment

0 comentários:

Postar um comentário