Formação: Devoção Mariana

“Maria, tu és tão grande e tens tanto valor, que quem deseja uma graça e a ti não se dirige, é como se quisesse voar sem asas.” (Dante Aliguieri)

No centro do plano de salvação de Deus, com relação à humanidade, claramente está a
pessoa de Nosso Senhor Jesus Cristo, revelada na plenitude dos tempos (Gal.4,4)

Mas foi através do sim de uma mulher imaculada, que a redenção do mundo foi iniciada, quando o anjo lhe revelou a vontade divina, na anunciação. (1Sm.1,23-2,13) (Ester 7) (Lc.1,26-38)

O nosso relacionamento, a nossa intimidade com Maria é essencialmente filial. O vínculo filiação-maternidade determina sempre, como lembra a Encíclica “Redemptoris Mater”, uma relação única e irrepetível entre duas pessoas: da mãe com o filho e do filho com a mãe. O cimento desse vínculo, evidentemente, é o amor.

Um cristão que vive sua fé, sabe que Maria o auxilia com carinho de mãe. S. Tomás já dizia: “nada convida tanto ao amor, como a consciência de sentir-se amado”.

Manifestamos nossa devoção mariana de muitas maneiras: pela oração que dirigimos a ela; pela alegria que sentimos diante de sua imagem; pela gratidão por tantas graças que recebemos de Deus, por sua intercessão; pelo desejo de imitarmos suas virtudes; pela tentativa diária de “fazermos tudo o que ele vos disser”.

Maria mostra nas bodas de Cana, seu poder intercessor. Ela é a avenida ampla e perfumada que Deus abriu para chegarmos a Ele. Em vão se procura Deus, quem o busca longe de Maria.

Nossa fé nos garante que o coração de nossa mãe Maria, é cheio de graças; é uma fornalha ardente de caridade, de amor a Deus e aos homens. Isto significa que quem se aproxima dela, com um coração reto e sincero, se sentirá necessariamente impelido para o amor a Deus e ao próximo. Este é o segredo divino da devoção a Maria.

Assim como Maria gerou e deu Cristo à humanidade, nós também temos um destino  “materno”: temos que gerar e dar à luz Jesus Cristo. Assim seremos verdadeiros discípulos e missionários de Jesus.

O crescimento da Igreja é proporcional ao crescimento de Jesus Cristo. A Igreja cresce por dentro ou a partir de dentro. Por isso somos o corpo místico de Cristo, e Jesus Cristo cresce à medida que nós reproduzimos sua vida em nós mesmos. À medida que encarnamos a conduta e as atitudes de Cristo, o Cristo total avança para a plenitude. É sobretudo com nossa vida, mais que com nossas instituições, que impelimos Cristo a um crescimento constante.

Porque Deus não nos chamou desde a eternidade especialmente para transformar o mundo pela eficácia e a organização mas “para sermos conforme a imagem de seu Filho.” (Rm.8,29)

BUSCANDO MARIA PARA NOS AJUDAR:

Maria dará Cristo à luz em nós, à medida que nós formos sensíveis, como Cristo, por todos os necessitados deste mundo; à medida que vivermos como aquele Cristo que se compadecia e se identificava com a desgraça alheia.

Maria dará Cristo à luz em nós, à medida que os pobres forem nossos prediletos. Maria será verdadeira mãe, à medida que nos ajudar a encarnar, em nós, esse Cristo dos pobres.

Maria dará Cristo à luz em nós, à medida que tratarmos de ser, como Cristo, humildes e pacientes; à medida que refletirmos aquele estado de ânimo, de paz, domínio de si, fortaleza e serenidade.


Quando soubermos perdoar como Ele perdoou; quando soubermos calar, como ele se

calou; quando não nos interessar nosso próprio prestígio, mas a glória do Pai e a felicidade dos irmãos.

Maria será verdadeiramente nossa mãe, à medida que nos ajudar a encarnar esse Cristo pobre e humilde.

Maria dará Cristo à luz em nós, à medida que vivermos despreocupados de nós mesmos e preocupados com os outros, como Jesus, que nunca se preocupou consigo mesmo, sem tempo para comer, para dormir ou para descansar.

Em que consiste a maternidade espiritual de Maria? Em que a mãe nos ajuda a encarnar, gerar e dar à luz, em nós, esse Cristo que amou até o extremo.

RELAÇÃO DE MARIA SANTÍSSIMA COM A IGREJA:

O papel de Maria para com a Igreja é inseparável de sua união com Cristo. Esta união de Maria com seu Filho, na obra da salvação, manifesta-se desde a hora de sua concepção virginal até sua morte.

Pela sua adesão total à vontade do Pai, à obra redentora de seu Filho, à ação do Espírito Santo, a Virgem Maria é para a Igreja o modelo da fé e da caridade.

Podemos considerá-la a co-redentora da humanidade “a missão materna de Maria, em favor dos homens, de modo algum obscurece, nem diminui a mediação única de Cristo, pelo contrário, até ostenta sua potência, pois todo salutar influxo da bem aventurada Virgem, deriva dos superabundantes méritos de Cristo, estriba-se na sua mediação, dela depende inteiramente e dela aufere toda a sua força.” (L.G.)

Nesta nossa caminhada para a Páscoa deixo aqui a bela oração do Cardeal Pirônio:



“Nossa Senhora da Reconciliação, imagem e princípio da Igreja; hoje deixamos em teu coração pobre, silencioso e disponível, esta Igreja peregrina da páscoa. Uma Igreja

essencialmente missionária, fermento e alma da sociedade em que vivemos. Uma Igreja profética, que seja o anúncio de que o reino já chegou. Uma Igreja de testemunhas autênticas, implantada na história dos homens, como presença salvadora do Senhor, fonte de paz, de alegria e de esperança.” Amém.


Instrução realizada pelo congregado mariano Dr. Alcyoni Correa (Neves Paulista) na reunião mensal da Federação Mariana de São José do Rio Preto.
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